Radioterapia e câncer da tireoide são temas de Simpósio em Curitiba

Com mais de 60 anos de experiência, a Medicina Nuclear apresenta um papel fundamental no tratamento do câncer de tireoide, tanto no diagnóstico como no próprio tratamento e, inclusive, no acompanhamento da doença a longo prazo. Especificamente sobre o tratamento, na maioria dos casos, a cirurgia é complementada com radioiodoterapia. “A radioiodoterapia logo após a cirurgia, além de complementar o tratamento, permite que o acompanhamento do paciente seja simplificado. No tratamento do reaparecimento da doença e nas metástases do câncer de tireoide, também tem papel fundamental”, explica o Dr. Juliano Cerci, médico nuclear e radiologista da Quanta Diagnóstico Nuclear.
Para discutir o assunto, a clínica realizou, no dia 28 de outubro, o I Simpósio Internacional de Atualização em Câncer de Tireoide. “Profissionais renomados das áreas da endocrinologia clínica, cirurgia de cabeça e pescoço e Medicina Nuclear se reuniram para debater tópicos de relevância para o diagnóstico, tratamento e acompanhamento de pacientes com câncer de tireoide”, conta o médico e coordenador do evento, Dr. Juliano Cerci.
Câncer de tireoide
Estima-se que cerca de 50% da população apresente nódulos (caroços) na tireoide, sendo que apenas 10% desses nódulos são câncer. “Quase todas as doenças de tireoide são mais frequentes em mulheres, inclusive o câncer”, diz Dr. Juliano. Ele lembra que idosos também são mais acometidos que pessoas jovens.
Muitas vezes, esses nódulos não apresentam nenhum sintoma e o diagnóstico é realizado por meio de exame físico ou, mais comumente, pela ecografia. Os nódulos suspeitos de câncer devem ser submetidos à punção por agulha fina para obter uma amostra das células. Os pacientes com células suspeitas são encaminhados para cirurgia. Após a confirmação de doença, o tratamento normalmente é complementado com radioiodoterapia.
A radioiodoterapia é realizada por meio da ingestão de iodo radioativo, uma substância que atua no controle da função da tireoide. “É muito difícil para o cirurgião retirar todas as células da tireoide, e o radioiodo irá se concentrar exatamente nessas células remanescentes e em eventuais metástases do tumor, liberando radiação que deve destruir todas estas células”, esclarece o especialista.
Palestrantes
Palestraram no I Simpósio Internacional de Atualização em Câncer de Tireoide o Dr. Hans Graf e a Dra. Gisah Amaral de Carvalho, do Serviço de Endocrinologia e Metabologia do Hospital de Clínicas da UFPR; Dr. William Martin, da Universidade Vanderbilt, de Nashville, Estados Unidos; Dr. José Antonio Trujillo Casas, da Policlínica La Viña, de Valencia, Venezuela; Dr. Juliano Cerci, da Quanta Diagnóstico Nuclear, e Dr. Evandro Cezar Guerreiro de Vasconcelos, do Serviço de Cabeça e Pescoço da UFPR.
Diagnóstico, internação e terapia em Medicina Nuclear em um só lugar
Atenta ao progresso da Medicina, a nova Unidade Almirante da Quanta Diagnóstico Nuclear conta com quartos terapêuticos para radioiodoterapia e outras terapias com radioisótopos. Com essa possibilidade, pacientes com a doença poderão ser submetidos à dose de Iodo-131 tendo um curto período de internação. A radioiodoterapia também pode ser aplicada para tratamento de hipertireoidismo. Em um ambiente agradável e com equipe especializada, a Quanta Diagnóstico Nuclear está apta a oferecer em terapias o mesmo tratamento de excelência que a caracteriza na realização de exames de cintilografias.
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