Beleza e Estética

Vem chegando o verão… o calor no coração…

E o cuidado com o corpo?

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Calma aí! Verão? Nunca tivemos um ano tão quente! Os meteorologistas preveem que os próximos anos serão ainda piores. As vitrines estão repletas, cada vez mais, de roupas leves, e isso irá refletir em mais exposição dos nossos corpos, tanto da beleza deles como das imperfeições.

Mas ainda dá tempo! Academias abarrotadas, centros especializados em emagrecimentos, centenas de nutricionistas, personal trainers e clínicas de estética. Todavia, se mesmo assim as gordurinhas persistem em ficar alojadas na mesma região, o bumbum não quer empinar e falta pouco para o contorno quase perfeito, é hora de ir a um cirurgião plástico de sua confiança. Só esse especialista é habilitado para fazer a perfeita avaliação.

O sol e o calor devem representar vida, saúde e satisfação. Afinal, esse é o clima perfeito para passear, viajar, curtir uma praia; se refrescar com a família e os amigos no clube, piscina; ir ao parque, pedalar, caminhar, correr; e, porque não, desfilar toda essa alegria. Claro, com moderação. “Somos todos belos! A beleza é nata do ser humano, só que alguns mais e outros menos. O importante do trabalho de um bom cirurgião é justamente este: realçar a beleza que existe em cada um”, enfatiza o médico cirurgião plástico Dr. Paulo Bettes, mestre e doutor em Cirurgia pela UFPR. É sempre nessa proximidade do calor, verão, que os consultórios e clínicas de cirurgia plástica passam a ficar mais repletos de mulheres e homens, em busca de uma melhor satisfação.

De acordo com o especialista, os homens já representam 30% das cirurgias realizadas – só que os procedimentos requisitados são mais na face, nariz, olhos e orelhas e transplante de cabelos. Eles optam por cirurgias de rápida recuperação, como pequenas lipoaspirações e outros procedimentos menos invasivos. Já as mulheres querem maiores transformações. “O importante é que os pacientes estejam preparados para mudanças no aspecto físico e psíquico. O processo de uma cirurgia plástica passa por avaliações e exames pré-operatórios como qualquer outro procedimento cirúrgico, mas também levamos em consideração os motivos psicológicos. Precisamos identificar o que as mulheres estão realmente buscando e se vão encontrar essa melhora em um procedimento estético”, reforça Dr. Bettes. O especialista ainda explica que os cuidados no pré-operatório influenciam todo o resultado, e no pós-operatório todas as recomendações devem ser seguidas à risca.

Nos últimos anos, houve revolução na área de cirurgia plástica: as técnicas empregadas são menos invasivas; os materiais, próteses, mais seguros e duradouros; e as cicatrizes são ainda menores e até imperceptíveis. Os protocolos de segurança para as cirurgias maiores são também mais cautelosos e expõem os pacientes cada vez menos aos riscos. “Por isso os exames são tão importantes para evitarmos o retardamento no processo de cicatrização, a coagulação e as complicações como anemia, risco cardíacos, necrose de pele, trombose, entre outros. Em pacientes que fumam, o cuidado é redobrado”, destaca Dr. Bettes.

As mulheres optam mais pelos procedimentos já a partir dos 20 anos, mas na casa dos 30 e 40 estão as faixas de idade em que essas intervenções são mais realizadas, principalmente após a gestação. “Inclusive, mesmo quem fez a cirurgia de mamoplastia antes, mais jovem, pode amamentar normalmente, pois a camada onde é colocada a prótese não interfere em nada”, explica o cirurgião. As cirurgias de prótese glútea, mama, lipoaspirações, ninfoplastia (cirurgia da intimidade feminina) e bichectomia (onde se afina o rosto), também são frequentes nesta faixa etária. Já na casa dos 50 a 60, as cirurgias que ocorrem com frequência, de modo singular, são na face, pescoço, colo, lifting de braços, lifting de coxas e mãos.

 

Cirurgias que remodelam

As cirurgias que trazem novas curvas ao corpo são as mais requisitadas hoje no Brasil. As mais frequentes são prótese de mama, lipoaspiração, abdominoplastia, mamoplastia, gluteoplastia e lifting de coxas. Essas operações podem ser associadas, isso é, com mais de um procedimento em uma única cirurgia, de modo prático e com um único pré e pós-operatório, pois os cuidados são os mesmos, até o uso das cintas modeladoras:
Abdômen – A abdominoplastia é uma cirurgia que elimina o excesso de tecido gorduroso, reduz a flacidez de pele, principalmente na parte média e inferior do abdômen. Além dessa retirada do excesso de pele e gordura, também é corrigido o afastamento dos músculos abdominais. Ela possui uma das recuperações mais demoradas, por isso está associada, em geral, a outros procedimentos.

Seios – Além da escolha correta da prótese, que seja compatível com o resto do corpo, Dr. Bettes conta que, em relação às cicatrizes, a cirurgia de prótese mamária, felizmente, permite colocá-las bem disfarçadas. Após o 6º mês, a cicatriz começa a se tornar mais clara e menos consistente, atingindo, após 12 meses, o seu aspecto definitivo. Elas ficam localizadas sob a mama, na dobra da pele, chamada sulco inframamário; também podem ficar na aréola ou na axila.

Coxas – A região interna das coxas é o ponto fraco das mulheres, por ser uma área com poucos exercícios para a região. As técnicas de correção para esse local são a lipoescultura, se houver apenas gordura localizada, sem flacidez, ou o lifting de coxas (retirada de pele e gordura com cicatriz na região interna da virilha).
Glúteos – A pele nessa região é menos elástica, a camada muscular e a camada adiposa são maiores, mais densas e espessas que a das mamas, por exemplo. O aumento vai depender também de uma avaliação estética, nele pode ser injetada a gordura retirada durante a lipoescultura, ou serem utilizadas próteses de silicone.

Orientação para cirurgias associadas
As cirurgias plásticas mais associadas são a lipoescultura e prótese mamária, a prótese mamária com cirurgias na face e a lipoaspiração com a abdominoplastia. “Acredito que o critério ético e o bom senso do cirurgião plástico devam orientar os pacientes sobre quais são os limites dos procedimentos estéticos – primeiro para que se evitem riscos, reduzindo o tempo cirúrgico; em segundo, para que o paciente não fantasie resultados que sejam verdadeiros milagres”, conclui Dr. Paulo Bettes, que recomenda sempre buscar um profissional que seja membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Afinal, cirurgia plástica é só com cirurgião plástico.

 

Não é caso de polícia

Depois de perder 20 quilos, com ajuda de sua nutricionista e de um personal trainer, a investigadora da Polícia Civil Adriana Ferrari ainda não estava satisfeita de maneira completa com o corpo. O que a incomodava? A sobra de pele e o fato do seio ter diminuído muito. “Não dava nem para namorar no escuro. Quando você emagrece, existe tratamento para a celulite e para regenerar a pele que sobra na barriga; mas nada para o peito, por causa das glândulas mamárias”, desabafa a policial de 35 anos.

Há apenas dois meses, após muita conversa com a nutricionista, resolveu mudar o quadro, procurou um cirurgião plástico de confiança e fez uma mastopexia e aumentou as mamas. A mastopexia é um procedimento cirúrgico para levantar o tecido mamário e reposicionar a aréola e o mamilo. “A cirurgia foi um pouco mais complicada, pois optei pela colocação de prótese submuscular e quis reposicionar minha aréola. Sei que os benefícios são de longo prazo e achei vantagem nessa técnica”, explica Adriana.

Ela comenta que os primeiros dias de recuperação são mais sofridos. “Precisei de ajuda para tudo: comer, tomar banho, escovar o cabelo, me sentia um bebezão. Hoje estou liberada para viver normalmente e já pude usar um biquíni neste verão, e me sentir bem”, conta a investigadora. Adriana incentiva quem não está satisfeito com o próprio corpo, ou que está deixando de usar alguma roupa ou de ir a algum lugar por causa da aparência, a buscar ajuda. “Quem me conhece diz que mudei muito, não só por fora, como nos hábitos alimentares e principalmente por dentro. Olhar no espelho e gostar do que vê te faz muito mais feliz”, ressalta.

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