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Qua, 23 de Junho de 2010 15:42 |
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Especialidade médica avança e traz de volta a audição, corrige problemas respiratórios e devolve a harmonia do rosto
A otorrinolaringologia atende necessidades clínicas e cirúrgicas de pacientes de qualquer idade, abrangendo diversas áreas, como doenças da boca, da garganta, do nariz e do ouvido, patologias dos seios paranasais, distúrbios de deglutição, do equilíbrio e do sono. É responsável, ainda, por cirurgias reparadoras e reconstrutoras da face, cabeça e pescoço.
A rinoplastia, cirurgia para correção de deformidades do nariz, um dos procedimentos realizados pela otorrinolaringologia, é a intervenção mais procurada em todo o mundo. Um dos motivos é a grande mudança que qualquer alteração no nariz provoca na estética facial. Afinal, o nariz, na forma ou tamanho, é fundamental para a harmonia do rosto.
Com problemas de respiração, a estudante Laís Cretlivi procurou um médico otorrinolaringologista e soube que precisava de cirurgia para corrigir um desvio do septo nasal. Durante a consulta, descobriu também que, nesse mesmo procedimento, poderia melhorar o formato de seu nariz por meio da rinoseptoplastia, cirurgia corretiva de desvios ou irregularidades do septo nasal. ”Não me achava feia, só não gostava do meu nariz. Isso me incomodava e eu queria mudá-lo. Uma vez que era necessária a correção do septo, aproveitei a oportunidade”, conta a estudante.
Passados três meses da cirurgia, Laís está livre dos problemas respiratórios e muito feliz com sua aparência. “Na hora da cirurgia fiquei nervosa, mas os profissionais à minha volta me passaram muita tranquilidade. O ótimo resultado me dá certeza de que valeu a pena”, completa com entusiasmo.
Também foi assim com a metalúrgica Ivete Schitz, de 27 anos. “Minha autoestima estava lá embaixo. Sempre que me olhava no espelho, queria mudar meu nariz”, reconhece. Por causa do desvio de septo, o médico recomendou a septoplastia, afirmando que a correção estética seria feita ao mesmo tempo. “Meu rosto ficou muito mais harmonioso, meus familiares e amigos perceberam a diferença e todos elogiam muito”, comemora.
Maurício Buschle, médico otorrinolaringologista do Hospital Iguaçu, explica que, para o sucesso da cirurgia, é preciso tomar alguns cuidados no pós-operatório, por, no mínimo, três meses, como repouso na primeira semana, nenhuma exposição ao sol, evitar o uso de óculos e a prática de esportes de contato. “Na maioria dos casos, a recuperação é rápida, o hematoma desaparece em duas semanas e o inchaço vai lentamente sendo absorvido pelo organismo”, garante o especialista. “O resultado final fica evidente a partir do primeiro mês e a cicatrização completa se dá em três meses”.
Desde dezembro passado, Andrea de Andrade Gelasko, 26 anos, propagandista médica, festeja o sucesso da cirurgia que corrigiu o septo nasal e o formato do nariz. “A respiração melhorou em 30% e o nariz ficou lindo, dando equilíbrio ao meu rosto, efeito que há muito tempo desejava”, declara. Segundo ela, o controle da ansiedade para ver o resultado é fundamental: “Mesmo com os incômodos normais de um pós-cirúrgico, como a atadura, coriza e o inchaço, me sentia contente e a recuperação aconteceu quase sem eu perceber”.
Para a realização do procedimento, indicado para qualquer pessoa a partir dos 14 anos de idade, é necessária uma pré-avaliação do paciente, com exames de sangue e cardiológicos. Buschle ressalta que é importante que o paciente esteja bem informado sobre os benefícios e as limitações da cirurgia, “para evitar expectativas exageradas que podem terminar em frustrações”.
Problemas auditivos
Todos perdemos um pouco da audição ao longo da vida. Aos 80 anos, uma pessoa já perdeu aproximadamente 60% dos neurônios responsáveis pela audição. Estima-se, ainda, que 10% da população brasileira apresente algum distúrbio auditivo. Em idosos, esse número sobe para 20%. O Dr. Maurício Buschle diz que é comum que as pessoas demorem a perceber a perda de audição. “Por isso, devemos realizar exames de audiometria e impedânciometria anualmente, principalmente em crianças em idade escolar e pessoas que trabalham expostas a ruídos acima de 80 decibéis, bem como profissionais que usam muito a voz, como professores e vendedores”, orienta. O Hospital Iguaçu, referência em otorrinolaringologia, tem apresentado grandes conquistas no tratamento da surdez e de distúrbios auditivos com o uso de aparelhos de audição menores e mais precisos. Entre os tratamentos para perda auditiva estão medicamentos, uso de prótese auditiva, cirurgia e, para casos de surdez severa e profunda, o implante coclear, a mais moderna tecnologia da área. O implante coclear vem sendo realizado no Hospital Iguaçu, único centro credenciado para o procedimento no Paraná desde 2006. A cirurgia, que traz esperanças para as pessoas que nunca escutaram ou quase não escutam e não têm benefício com prótese auditiva convencional, é disponibilizada por plano de saúde e também pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Cerca de 350 mil brasileiros que sofrem com a surdez estão habilitados e podem se beneficiar do implante coclear para levar uma vida normal. No entanto, a falta de informação impossibilita o acesso ao implante, que já é feito no Brasil há mais de dez anos. O implante coclear é um procedimento que consiste na colocação, na parte interna do ouvido, de um aparelho que restaura a função da cóclea, órgão que codifica os sons, transformando os sinais sonoros em impulsos elétricos que fazem com que a pessoa possa ouvir. Esse implante é um dispositivo eletrônico composto por um grupo de eletrodos e um aparelho receptor. Por fora, colocada atrás da orelha, fica a parte que processa a fala, com um microfone com bateria. A comunicação entre os componentes interno e externo realiza-se através de ondas de frequência transmitidas pela pele, que permanece intacta. O aparelho é ligado um mês depois do implante, tempo necessário para a cicatrização do ouvido e a integração do equipamento. Um programa de computador e a ajuda de uma fonoaudiólogo auxiliam nessa fase do processo, quando são realizados os ajustes e mapeamentos. Depois de ligado o aparelho, o paciente é submetido a um tratamento de reabilitação feito pela equipe multidisciplinar que o Hospital Iguaçu disponibiliza, empenhada em melhorar a qualidade de vida dos portadores dessas patologias. A equipe é formada por médicos otologistas, fonoaudiólogos, psicólogos e assistentes sociais, cujo trabalho é essencial para a reabilitação. Após a cirurgia, é necessário que o paciente faça sessões semanais de fonoaudiologia. “O papel do fonoaudiólogo é fundamental nesse processo, pois é preciso adquirir oralidade ou reaprender a ouvir”, explica o Dr. Maurício, que também é o chefe da equipe de implante coclear. A psicóloga Lesle Maciel assegura que a psicologia também exerce um papel importante na reabilitação, pois a cirurgia gera muitas expectativas, tanto no paciente quanto na família. ”É preciso desmistificar o procedimento e dar o necessário suporte emocional. Nós fazemos uma ‘parceria’ com o paciente durante todos os momentos de conquistas e frustrações”, enfatiza Lesle.
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Qua, 23 de Junho de 2010 15:39 |
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Considerada uma das técnicas mais seguras e com melhores resultados no tratamento de miomas, a embolização uterina tem o aval da Sociedade Americana de Ginecologia e Obstetrícia
Muitas mulheres em idade fértil, principalmente entre 25 e 55 anos, não sabem que sofrem de um mal comum, os miomas - tumores uterinos benignos, até começarem a apresentar os sintomas: aumento da barriga, menstruação com fluxo muito intenso ou demorado, pressão ou dor no abdome ou vontade de urinar constantemente.
Até há algum tempo atrás, a única possibilidade para tratar esse problema, que pode causar hemorragias e anemia, era a retirada parcial ou total do útero, cirúrgica ou tratamento clínico, o que, em muitos casos, traziam sequelas emocionais e problemas de autoestima, transtornos e os riscos de uma cirurgia, além de uma recuperação mais longa. Apesar de a histerectomia ser ainda a forma de tratamento que confere 100% de possibilidade de a paciente não ter mais miomas, uma vez que retira o útero, este tratamento pode representar uma grande perda para questões ligadas à maternidade, feminilidade, sexualidade e mesmo juventude. Para esses casos, as mulheres, já há algum tempo, estão sendo tratadas com um grande avanço da medicina, a embolização uterina, através da radiologia intervencionista.
Segundo o radiologista intervencionista Alexander Ramajo Corvello, do Instituto de Radiologia Intervencionista do Paraná (Inrad/Endorad), essa técnica, minimamente invasiva, é de recuperação muito rápida: interrompe o fluxo sanguíneo que alimenta os miomas e faz com que diminuam e parem de sangrar, sem prejudicar o funcionamento do útero.
Segurança e praticidade O perfil da mulher contemporânea vem mudando ano a ano. Hoje, elas são economicamente ativas e muitas são responsáveis por grande parte da renda familiar. Elas estão estudando, se especializando e muitas passaram a ter filhos apenas depois dos 35 anos.
Mais informada e consciente do que é melhor para sua saúde e bem-estar, a paciente, hoje em dia, não está disposta a aceitar tratamentos que lhe são impostos pelos médicos. Isso se deve, em boa parte, à grande disponibilidade de informações na internet. Assim, é importante o conhecimento de todas as formas disponíveis de tratamento dos miomas uterinos. O Dr. Corvello ressalta que não existe uma única técnica para tratamento do mioma uterino sintomático, e sim aquela que é melhor indicada para cada paciente.
"Uma paciente submetida à embolização demora em torno de quatro a sete dias para retornar às suas atividades normais, o que é muito importante para a reinserção da mulher no mercado de trabalho, uma vez que muitas delas são o alicerce financeiro da família", afirma o Dr. Alexander Corvello.
Segundo ele, pesquisas revelam que a redução do volume dos miomas por meio da embolização pode chegar a até 80% nos oito primeiros meses e a melhora dos sintomas hemorrágicos ocorre em até 92% dos casos. O índice de complicações é aproximadamente 1% dos casos, por não se tratar de uma cirurgia aberta e, sim, de um exame realizado por cateterismo, que não necessita de pontos - apenas um curativo compressivo simples.
A auditora trabalhista Rosana Garrett Saudino Ferreira, de 46 anos, é um exemplo de mulher consciente e bem-informada que optou pela embolização e está colhendo resultados positivos. Em 2008, ela passou a apresentar uma hemorragia muito intensa, embora fizesse acompanhamento ginecológico semestral, devido ao histórico familiar de câncer. Rosana não podia mais andar ou fazer qualquer esforço banal que a hemorragia aumentava. O diagnóstico foi mioma uterino com indicação cirúrgica. "O fato de ficar internada num hospital, passar por um procedimento agressivo, precisar tirar pontos e ter uma recuperação demorada me levou a buscar uma alternativa menos invasiva", relata. A embolização uterina foi a solução: "Fiquei pouco mais que 24 horas no hospital, não senti nada, preservei meu útero e dois dias depois já estava trabalhando em ritmo normal".
Entendendo a embolização uterina De acordo com o Dr. Corvello, para iniciar o tratamento dos miomas, primeiramente é necessário que a paciente tenha sintomas que alterem a sua qualidade de vida, pois miomas assintomáticos geralmente não requerem qualquer tratamento e devem apenas ser acompanhados clinicamente. Todas as decisões em medicina, em termos gerais, devem ser colocadas em uma balança, em que fazer alguma forma de tratamento que apresente menos riscos e maiores benefícios do que não fazer nada. Caso contrário, será um contrassenso. "A definição desses fatores é fundamental na decisão pelo melhor tratamento", ressalta o especialista. A partir dela, e com base nos exames complementares , como ressonância magnética e ultrassonografia pélvica, o médico indicará o procedimento adequado.
Na região da virilha, onde passa a artéria chamada femoral, o radiologista faz um furinho de, no máximo, 2 mm, e introduz um pequeno cateter (finíssimo tubo de plástico). Guiado por um equipamento de radiologia digital, com altíssima definição de imagem, o médico conduz o cateter até a artéria que leva sangue para o útero, o que não desencadeia dor ao paciente. Pelo cateter, são injetadas micropartículas esféricas de uso biológico, que vão se alojar nas artérias que levam sangue para os miomas, interrompendo o fluxo sanguíneo que os alimenta. Assim, eles diminuem e param de sangrar, eliminando os sintomas. "Essas micropartículas esféricas são um produto sintético utilizado há mais de 35 anos na medicina e que não provoca rejeição do organismo humano", explica o especialista.
O procedimento, comum em vários países desenvolvidos, é relativamente simples, dura de 40 minutos a uma hora e é realizado sob anestesia peridural ou apenas anestesia local, em casos selecionados. Para o Dr. Corvello, a peridural é um tipo de anestesia pouco agressiva, mais segura e eficaz, uma vez que anestesia a paciente no momento da intervenção e proporciona uma analgesia durante as primeiras 24 horas pós-embolização. Por ser uma técnica minimamente invasiva, a embolização de miomas requer apenas 24 a 48 horas em regime de observação hospitalar, proporcionando o retorno às atividades físicas e cotidianas em cerca de uma semana.
De 1988 até 1996, a técnica da embolização era apenas utilizada em sangramentos pós-parto ou decorrentes de acidente automobilístico. A embolização uterina ficou conhecida quando o ginecologista francês Jacques Ravina utilizou a técnica de obstrução de fluxo sanguíneo no pré-operatório de uma paciente portadora de um grande mioma no útero. Notando o desaparecimento dos sintomas da paciente, o médico decidiu preservar o seu útero. Somente em 2000, porém, a embolização de miomas no útero obteve aprovação científica e foi normatizada. Período que o Dr. Corvello começou a empregar essa técnica para tratamento de miomas.
A embolização é também utilizada em casos de tumor benigno ou maligno no rim ou fígado, tratamento de aneurismas do cérebro e das vísceras e tratamento de más-formações das artérias e das veias. Qualidade e efetividade da embolização uterina Pareceres oficiais das Sociedades Brasileira, Americana e Europeia de Radiologia Intervencionista demonstram o real benefício e efetividade da técnica, que consta no rol de procedimentos autorizados pela Agência Nacional de Saúde para os convênios de saúde. A embolização foi considerada uma das técnicas mais seguras e com melhores resultados em procedimentos eficazes no tratamento dos miomas uterinos pela Sociedade Americana de Ginecologia e Obstetrícia, dado divulgado recentemente em publicação oficial.
Confira este parecer na íntegra e o da Associação Médica Brasileira solicitando a inclusão da embolização no rol de procedimentos autorizados pelo SUS no site www.inrad.com.br. |
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Qua, 23 de Junho de 2010 15:36 |
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Exemplo de mulher determinada, Eneide fez a cirurgia da obesidade, reconquistou a saúde e a qualidade de vida e, hoje, recupera o tempo perdido
Quem conhece a simpática, bem disposta e alegre Eneide Krzyzanousky, 60, nem imagina todo sofrimento que ela já enfrentou. Tudo começou quando ela descobriu que era diabética do tipo 2 e passou a lutar para combater a doença. Dieta rigorosa, exercícios, medicamentos, enfim, tudo que estava ao seu alcance para obter o controle da glicemia ela tentou, mas, infelizmente, sem muito sucesso. Com o passar dos anos, a lista de doenças foi se ampliando: hipertensão, esteatose hepática severa (gordura no fígado), hipertiroidismo, hérnia de hiato, dislipidemia (altas taxas de gordura no sangue) e a grande vilã da história, a obesidade.
Por causa da esteatose hepática, Eneide já havia desenvolvido esteatohepatite, um processo inflamatório no fígado de difícil controle, que pode levar à cirrose hepática e à falência do órgão. Em função do hipertiroidismo, seu corpo começou a inchar muito. E, como se não fosse o bastante, a pressão arterial já não apresentava total controle nem mesmo com medicamentos.
Como era de se esperar, Eneide, que sempre foi muito ativa e bem disposta, começou a ficar apática, sem energia e desanimada. "A minha fé e o meu trabalho como voluntária na saúde me mantinham, mas eu sabia que o meu prognóstico não era nada bom, e a minha qualidade de vida estava muito ruim," lembra Eneide.
Foi então que seu filho, cirurgião vascular, ao ver o sofrimento da mãe e avaliar os enormes riscos que ela estava correndo, aconselhou-a a perguntar à Dra. Mirnaluci Ribeiro Gama, sua endocrinologista, sobre a cirurgia da obesidade.
E foi o que ela fez. Recebeu não só a aprovação da médica, como também todo o apoio e acompanhamento durante o pré e o pós-operatório, além do encaminhamento para a realização do protocolo de exames e consultas de avaliação com todos os profissionais da saúde que a cirurgia exige. "A correta indicação é o primeiro passo para o sucesso do procedimento e baseia-se na proporção entre o peso e a altura, o Índice de Massa Corpórea (IMC). A fórmula para calculá-lo é: peso (kg) ÷ altura ² (m). São candidatos à cirurgia os pacientes com o IMC superior a 40 ou acima de 35, quando há comorbidades (doenças associadas à obesidade). Além disso, é preciso que o paciente seja avaliado por toda uma equipe multidisciplinar (endocrinologista, cardiologista, pneumologista, nutricionista, psicólogo e fisioterapeuta), que irá definir se a cirurgia é o melhor tratamento para ele, orientá-lo e acompanhá-lo no pós-operatório", explica Paulo Nassif, cirurgião do aparelho digestivo.
Eneide recebeu aprovação de todos os profissionais e o apoio da família, o que lhe estimulou a renovar suas esperanças. "Engana-se quem pensa que eu me descuidava; eu era atenta à minha saúde e desejava viver melhor. Minha péssima qualidade de vida me motivou a operar, pois, na minha idade, não faria por uma questão simplesmente por estética. Viver sem todas essas limitações e os riscos que eu corria é que me incentivou a fazer", emociona-se ao contar.
Vida saudável, vida nova! Valeu muito à pena acreditar e lutar! Eneide completou oito meses de operada e já tem uma nova história para contar. História de superação, saúde e muita disposição, em que os capítulos de diabetes, hipertensão, esteatose hepática e todos os outros males que vivia em função do sobrepeso ficaram no passado, juntamente com os quase 25 kg que perdeu até agora.
Nessa nova história, há, sim, espaço para aproveitar a vida e tudo de bom que ela proporciona curtir a família, levar esperança através do trabalho voluntário que faz nos hospitais e, principalmente, aventurar-se nas novas viagens que ela tem feito com o marido, recuperando o tempo perdido de quando a doença lhe limitava. "Estou revigorada e feliz. Agora, faço o que eu quero e porque quero", celebra, sorrindo, Eneide.
Veja abaixo a entrevista com o cirurgião do aparelho digestivo e especialista em obesidade, Paulo Nassif, e com o cardiologista Rubens Darwich, sobre diabetes mellitus tipo 2 (DM2) e hipertensão.
O que é diabetes tipo 2? Dr. Paulo Nassif: O diabetes é uma doença metabólica, que tem como principal característica o alto nível de açúcar no sangue. Existem várias formas de diabetes. O tipo 2 é o mais comum e, geralmente, é ocasionado pela resistência à insulina, que afeta o metabolismo dos açúcares, das gorduras e da proteínas no organismo. Qual é a relação entre DM 2 e obesidade? Dr. Paulo Nassif: Há uma relação bem próxima; estudos indicam que de 60% a 90% dos portadores de diabetes tipo 2 sejam obesos. Quais são os riscos da DM 2? Dr. Paulo Nassif: São muitos e graves. A OMS relaciona o diabetes tipo 2 como uma das cinco doenças que mais mata no mundo. Ele pode causar comprometimento da retina (podendo levar à cegueira) doenças renais (chegando, muitas vezes, à necessidade de diálise ou transplante renal), infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral (derrame), e insuficiências arteriais (podendo levar a amputações). Após a cirurgia bariátrica, o que ocorre com a DM 2? Dr. Paulo Nassif: Devido ao desvio intestinal realizado na cirurgia, de maneira geral, muitos pacientes apresentam a diminuição e, muitas vezes, o controle da glicose já nos primeiros dias após a cirurgia, sem a necessidade do uso de medicação. O que é Síndrome metabólica? Dr. Paulo Nassif: A síndrome metabólica é o agrupamento de duas ou mais das seguintes doenças: obesidade (principalmente a abdominal), hipertensão, resistência insulínica e dislipidemia (altas taxas de gordura no sangue), fatores que aumentam o risco de doenças cardiovasculares. O que é hipertensão? E por que hoje se fala tanto em pressão alta? Dr. Rubens Darwich: É uma doença em que há uma elevação da pressão arterial maior que 130 - 85 mmhg. Fala-se muito, porque há uma enorme prevalência no mundo moderno. Estima-se que daqui a 65 anos, metade da população será hipertensa. O grande agravante é que, por ser uma doença em que a maioria das pessoas não têm sintomas, isto é, não sente nada, é um inimigo silencioso, que pode causar várias complicações como infarto, derrame e insuficiência renal. Qual é a perspectiva de vida de um paciente obeso hipertenso? Dr. Rubens Darwich: A perspectiva de vida pode ser reduzida, principalmente se ele não segue tratamento, estando sujeito às complicações, que podem ser fatais ou podem alterar a qualidade de vida. Que outros problemas cardiológicos uma pessoa obesa fica mais propensa a desenvolver? Dr. Rubens Darwich: Além da hipertensão, a dislipidemia (taxas elevadas de colesterol) e as doenças coronárias (entupimento das artérias do coração), que podem causar infarto e AVC derrame). Um paciente obeso e hipertenso tem maiores riscos cirúrgicos? Dr. Rubens Darwich: O risco cirúrgico de um paciente obeso hipertenso é mais elevado que o habitual, mas ainda assim é menor do que os riscos que a obesidade já oferece. Quando o paciente faz um bom preparo, com uma equipe multidisciplinar, pode-se ter mais segurança, porque esses riscos podem ser mais bem controlados. O que, em geral, acontece com a hipertensão após a cirurgia bariátrica? Dr. Rubens Darwich: Na maioria dos pacientes, com a redução do peso e da obesidade abdominal há uma melhora significativa na condição clínica, em relação tanto à hipertensão como também à síndrome metabólica. O paciente obeso hipertenso necessita de algum acompanhamento pós-operatório diferenciado? Dr. Rubens Darwich: Em geral, não, mas ele vai necessitar de ajuste das medicações, pois a redução de peso vai propiciar uma melhora na hipertensão, o que pode levar a uma redução no medicamento. Por isso, é fundamental que ele prossiga sob a orientação dos profissionais da equipe, dando a ele todo o suporte que necessitará até que seu peso se estabilize. |
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Qua, 23 de Junho de 2010 15:33 |
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Mais do que beleza e juventude, reconquistar a autoestima é a grande vantagem proporcionada pelas cirurgias plásticas estéticas
O poeta indiano Rudyard Kipling (1865- 1936) disse que quem tem a beleza e mais nada, tem quase tudo o que Deus fez de melhor. Dada a época, ele não deve ter se referido às cirurgias plásticas, mas a sensibilidade da poesia talvez sugira que ter uma boa aparência pode melhorar a autoestima e, com ela, o bemestar. Nessa busca, os consultórios dos cirurgiões plásticos estão repletos de pessoas que reencontram a alegria de viver por se sentirem mais bonitas e autoconfiantes. "A cirurgia plástica proporciona mais do que estética: melhora o ânimo, o desejo e paixão pela vida", declara o cirurgião plástico Dr. Paulo Bettes. Segundo ele, os procedimentos mais procurados são para modificar os seios (aumentar, reduzir ou simplesmente levantar), eliminar gordurinhas indesejadas (lipoaspiração e lipoescultura), mexer em um detalhe no nariz ou remodelar queixo e papada. No ano passado, as cirurgias de colocação de próteses estéticas foram campeãs no Brasil, seguidas - ou feitas em conjunto - lipos e lipoesculturas. "Não são só as mulheres que procuram se cuidar, pois, hoje em dia, 25 a 30% dos meus pacientes são do sexo masculino, os quais nos buscam desejando tratamento de uma gordurinha localizada (pneuzinhos) ou melhorar a aparência facial e retirar as linhas de expressão com a rinoplastia ou a aplicação da toxina botulínica tipo A", salienta o cirurgião.
Sensualidade
Seios firmes e bonitos são almejados pela maioria das mulheres. Para o Dr. Bettes, o aumento no número de cirurgias para colocação de próteses de silicone nas mamas se deve, além da óbvia vontade de ficar mais bonita e confiante, ao maior e melhor acesso a esse procedimento. Hoje, há inúmeros profissionais qualificados e diversos centros cirúrgicos bem equipados, além do avanço tecnológico com que as próteses estão sendo produzidas. Atualmente, elas são encontradas nas apresentações texturizadas ou em poliuretano, sendo que as próteses lisas praticamente caíram em desuso. Quanto ao formato, elas apresentam-se com perfis baixo, alto, superalto, cônico e anatômico "em gota". Quanto à proteção, elas vêm com 5 a 7 camadas, oferecendo uma barreira contra o extravazamento do silicone para dentro do corpo da mulher durante os anos ("bleeding"). Além disso, a consistência do silicone no seu interior é na forma de gel de alta coesividade, melhorando, assim, a maciez da prótese na palpação dos seios após colocada, e eliminando o risco de migração do silicone pelo corpo em uma eventual ruptura das próteses por acidente. As cicatrizes resultantes na pele das regiões das vias de acesso para a colocação dos implantes estão, também, cada vez menores, e seu fechamento com cola cirúrgica ou sutura intradérmica, com fios extremamente finos colabora para mantê-las mais disfarçadas. O Dr. Paulo diz que a cirurgia plástica de mama será a campeã por muito tempo ainda, pois existem três grupos de mulheres que vêm buscar a cirurgia de prótese de mama:
No 1º grupo encontram-se a maioria das mulheres, que começam a se sentir inseguras em relação a seu corpo quando os seios passam a apresentar flacidez, estrias, queda, alteração do tamanho ou excesso de pele (após emagrecimentos importantes, pós-gestacional ou a partir dos 30 a 40 anos), quando as mamas vão sofrendo o processo de liposubstituição, no qual o tecido glandular, que é mais firme, vai sendo substituído naturalmente por tecido gorduroso, mais mole.
O 2º grupo de grande procura pelas próteses de mama é o daquelas mulheres que, logo após a adolescência, após terem aguardado uns 2 a 3 anos, depois da primeira menstruação, observam que seus seios não cresceram. Esse fator influi muito na sua autoestima, principalmente nesta fase de novos namoros e autoafirmação dentro dos seus grupos de amigas, influenciando negativamente nos seus relacionamentos pessoais e afetivos. A colocação de próteses de mama é a solução mais indicada.
O 3º grupo é representado por aquelas mulheres após a amamentação, pois, na atualidade, cada vez mais mulheres estão conscientes da importância e necessidade do aleitamento materno. Essas mudanças nos seios não afetam só a autoestima da mulher, afetam também o relacionamento com seu cônjuge, pois ela passa a não se aceitar. Dr. Paulo relata que essas mulheres, após a cirurgia, têm a libido resgatada e até relatam sensações nunca vividas. "Elas se tornam mais autoconfiantes e é comum que, após um ou dois anos, pensem em fazer outros tratamentos estéticos ou cirurgias em outras áreas, como a face ou demais regiões do corpo que a incomodaram durante anos, mas que elas não tinham coragem de operar", conta o especialista.
A psicóloga Dra. Daniele Castilhos, que faz parte da equipe multidisciplinar do Dr. Paulo Bettes, diz que o desejo de ficar mais bonita não é característica de nenhuma faixa etária em particular, e que a consulta com o profissional da psicologia é necessária para que a paciente tenha a percepção real de sua imagem corporal, a fim de que suas expectativas quanto ao resultado final sejam alcançadas. "As pacientes precisam, de forma consciente, assimilar e valorizar as mudanças no seu corpo, porque essas mudanças alteram também o comportamento", afirma. "Além de ficarem mais bonitas, as mulheres se sentem mais femininas e passam a desfrutar de mais sensações ligadas à sensualidade e à sexualidade, podendo se tornar mais seguras e maduras", conclui a Dra. Daniele.
Face, o espelho da alma
"A sensação de se olhar no espelho e gostar do que está vendo é realmente uma grande conquista emocional", declara o Dr. Paulo Bettes. Ele conta que é muito comum que seus pacientes, após se submeterem a esses procedimentos estéticos, procurem melhorar o sorriso, tratar melhor do cabelo, da alimentação, fazer dietas e cuidar até do intelecto, mantendo-se mais informados e atentos aos cuidados pessoais. Algumas mulheres e homens começam a praticar esportes para manutenção os resultados e outros até acabam descobrindo em sí um atleta com grande potencial, mas que estava escondido pela correria do dia a dia. Esses pacientes retornam donos de si, com ego super elevado, experimentando o sentimento de serem amados por si mesmos e, consequentemente, amados e admirados por seus próximos. "Portanto, apaixone-se por você todos os dias", recomenda a Dra. Daniele. Confira no box ao lado as principais técnicas para conquistar uma aparência mais bonita e rejuvenescida.
Alerta
Existem diversas formas de efetuar preenchimentos, desde o uso da gordura do próprio paciente até o de substâncias sintéticas semelhantes às do organismo humano, como o ácido hialurônico. Esse produto tem mostrado grandes benefícios e quase não apresenta efeitos colaterais. A desvantagem é a durabilidade, por volta de um ano, podendo ser pouco maior ou menor de acordo com o fabricante e a resposta do organismo do paciente. É possível encontrar também produtos definitivos, com durabilidade indeterminada. Porém é importante ressaltar que estes produtos definitivos podem apresentar efeitos colaterais em alguns pacientes.
1- COURO CABELUDO Hoje, é possível fazer implante de cabelos para tratamento da calvície masculina e feminina. Sendo que a masculina, na grande maioria dos casos, é androgenética, por influência hormonal e hereditária, e nas mulheres é causada por estresse, desnutrição ou doença no couro cabeludo. 2- TESTA É possível obter excelentes resultados com a toxina botulínica tipo A ou o lifting de supercílios com fios de sustentação. Deve-se observar que antes de partir para uma cirurgia facial geral (ritidoplastia ou lifting facial) é possível fazer alguns procedimentos menos invasivos para amenizar as marcas do envelhecimento. 3- PÁLPEBRAS Uma ótima opção é a correção das bolsas palpebrais, com retirada do excesso de pele nas pálpebras superiores e inferiores. Pessoas mais jovens que apresentam excesso de bolsas gordurosas na região dos olhos (dando um aspecto de cansaço ou noite mal-dormida) podem se beneficiar com a blefaroplastia transconjuntival (retirada das bolsas de gordura sem retirada de pele e sem deixar cicatriz externa). 4- NARIZ Com a idade, a tendência natural é a ponta do nariz ir se projetando para baixo. A rinoplastia de ponta pode suavizar os traços do rosto, contribuindo para o rejuvenescimento facial. Na maioria dos casos, não há necessidade de redução drástica nem de fratura do nariz para se obter um ótimo resultado na ponta, porém, se o problema for localizado no dorso, com a presença de uma giba (espécie de caroço formado por osso e cartilagem), talvez seja necessária a fratura e, após a raspagem desta alteração, para que o nariz fique harmônico com todo o rosto do paciente. 5- LÁBIOS Outra tendência natural que vem com o envelhecimento é que os lábios fiquem mais finos, apresentando rugas conhecidas como "código de barras". Para suavizá-las e dar um aspecto mais jovial, é possível aumentar o volume dos lábios com preenchimentos. Rugas mais superficiais desaparecem com preenchimentos das linhas finas (fine lines) e as mais profundas podem ser tratadas com um peeling. 6- BIGODE CHINÊS Os sulcos nasogenianos, ou "bigode chinês", podem aparecer ainda cedo, antes dos 30 anos, dependendo das características hereditárias e da fisiologia do envelhecimento, que é diferente para cada pessoa. No entanto, o "bigode chinês" incomoda mais mulheres e homens após os 35 anos. Ele pode ser amenizado com preenchimentos de ácido hialurônico ou de gordura, suspensão da pele logo acima dos sulcos com fios de sustentação ou pode ser resolvido com a cirurgia de lifting facial, em pacientes acima dos 40 anos. 7- QUEIXO, PAPADA E PESCOÇO Para a região do queixo, pode-se fazer preenchimentos utilizando bio-materiais que moldam e melhoram o perfil. Dependendo do caso, é indicado o lifting cervical com retirada do excesso de pele e correção da flacidez muscular da região do pescoço ou ainda a lipoaspiração do submento. 8- COLO Essa região denuncia a idade e, em geral, podem-se usar peelings para melhorar a qualidade da pele no local. Além disso, o uso de proteção solar com fotoprotetores de fator elevado previne o envelhecimento em pacientes que ainda não apresentam o problema. |
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