Revista Corpore
Sex, 12 de Março de 2010
Terapias Alternativas
Homem x sexo Imprimir
Qua, 03 de Março de 2010 02:20

Os segredos masculinos na hora do sexo

A maioria de nós, mulheres modernas, gostaria de saber o que se passa na cabeça dos nossos respectivos maridos, noivos, namorados, rolos ou afins. Ainda mais porque sabemos que existem muitas diferenças que rondam o universo dos seres masculinos e femininos.

O que dizer, então, na hora do sexo? Nesse momento de intimidade total, muitas dúvidas pairam sobre as nossas cabeças. Questionamentos como o que ele está pensando ou como ele vê o sexo agora deixa de ser um segredo guardado a sete chaves.

De acordo com o doutor Silmar Coelho a maioria dos homens pensa em fazer sexo apenas, em chegar ao orgasmo e a satisfazer a si mesmos. Contudo, isso não é uma regra geral. Em muitos casos, o que depende é o grau de envolvimento entre o casal.

"Ainda existe o homem que pensa que realização sexual acontece na realização da parceira, uma vez que sexo é muito mais do que satisfação pessoal", afirma o psicólogo.

Outro fato importante de se ressaltar é que, durante o sexo, os homens são mais focados e objetivos do que as mulheres. Para o doutor Silmar Coelho, a mulher preza o romantismo e se contenta com atitudes de amor e carinho.

"Muitas vezes, a mulher se satisfaz com a companhia sem que o casal tenha que fazer sexo no fim do dia. Já o homem não, beijou - sexo, passeou no shopping - sexo, voltou do cinema - sexo. Tudo leva o homem a pensar em sexo. A mulher tem uma doença que não tem cura, que é o romantismo", aponta.

Uma grande preocupação presente no universo masculino é em segurar a ejaculação para dar mais tempo de prazer à parceira. O psicólogo explica que para muitos homens a verdadeira satisfação está em realizar sexualmente a sua mulher. "Quando ele chega ao orgasmo e ela não, o homem tem a sensação de fracasso, que ele não foi o amante perfeito que imagina ser", explica.

Sobre a "teoria" do porque os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor, que já virou até título de livro, doutor Silmar Coelho revela que a mulher, por ser mais romântica, espera ser surpreendida sempre.

"Os homens são estimulados primordialmente pela vista. Viu, ele quer. A mulher é estimulada, antes de tudo, pelo ouvido. Ela precisa ser elogiada, ouvir que é amada, que ele a faz feliz. Quando ela escuta palavras amorosas e elogios, ela começa a preparar-se para o sexo. E para esse momento de intimidade, a mulher precisa estar bem emocionalmente, ser bem tratada e respeitada", ressalta.

Segundo o psicólogo, o ser humano é o único animal que faz sexo olhando nos olhos. Isso indica que "sexo é se conhecer, é se dar, é ternura, é entrega, é desnudar-se não somente no corpo, mas confidenciar tudo, deixar-se descobrir, abrir todas as portas, convidando a pessoa amada para morar, viver e aventurar-se dentro do outro", finaliza.

O doutor Silmar Coelho doutorou-se em Psicologia e Liderança pela Universidade Oral Roberts, em Tulsa, nos Estados Unidos.

É palestrante renomado e conferencista internacional, além de escritor premiado. Escreveu vários best-sellers nas áreas de aconselhamento familiar, liderança e motivação.

Possui escritório no Rio de Janeiro, mas viaja o mundo para palestrar em workshops e empresas. Além disso, é muito requisitado para participar de programas de televisão, rádio e para dar entrevistas para revistas de diversos segmentos.

Para mais informações sobre o doutor Silmar Coelho, acesse o site www.silmarcoelho.com.br ou ligue para (21) 2443-2071.

Informações para a imprensa:
Ayla Meireles Comunicação
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Tratamento da asma Imprimir
Qua, 03 de Março de 2010 02:18

Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia alerta para a importância do tratamento medicamentoso para a asma

Cada vez mais surgem terapias alternativas para o controle de diversas doenças crônicas, entre elas a asma, doença respiratória que atinge até 10% da população brasileira. Um dos métodos atuais em estudo é o uso de laser para regular as substâncias envolvidas no processo inflamatório.

"O que deve ficar claro é que existem alguns relatos científicos que apontam algum benefício no método a laser, mas ainda é experimental e não há evidência científica definitiva. O paciente não pode deixar de lado o tratamento medicamentoso, estabelecido, consolidado e homogêneo em todo o mundo", afirma dra. Ana Luisa Godoy Fernandes, diretora de ensino e exercício profissional da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.

A SBPT e o Consenso Brasileiro de Asma indicam que a primeira alternativa para melhorar o controle clínico dos pacientes com asma persistente leve é o uso de corticóide inalatório isolado. Se necessário, especialmente em sua manifestação moderada a grave, deve associar à outra medicação, como os broncodilatadores de ação prolongada.

"Somente com a medicação de manutenção é possível reduzir a inflamação das vias aéreas. O corticóide inalatório promove uma ação profilática, melhorando o processo inflamatório dos brônquios, além de evitar a piora clínica dos sintomas e diminuir a intensidade e frequência das crises", reforça dra. Ana Luisa.

Os registros da literatura médica europeia e americana mostram que apenas 60% a 70% dos portadores da asma tomam corretamente os remédios prescritos. Muitas vezes, o paciente segue o tratamento de forma adequada apenas nos primeiros meses, mas assim que sente alívio das crises interrompe o tratamento.

Segundo o Ministério da Saúde, são cerca de 2.200 óbitos por ano, ou 6 por dia, 70% durante a hospitalização por asma. É a quarta causa de hospitalização e terceiro maior gasto do SUS que totaliza cerca de 250 mil hospitalizações ao ano, ou 2,3% do total. É, hoje, a terceira causa de internações entre crianças e adultos jovens no país. E a maioria destas internações acontecem justamente com pacientes que não fazem uso regular de medicamentos de manutenção.

As cidades que registram o maior número de pacientes asmáticos são Porto Alegre, Recife e Salvador, com cerca de 25% de casos entre os adolescentes de cada um desses municípios.

Acontece Comunicação e Notícias
Kelly Silva ou Monica Kulcsar
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Inibidores de apetite Imprimir
Qua, 03 de Março de 2010 02:16

Cuidado com os inibidores de apetite

Médicos alertam para uso indiscriminado do medicamento e estudo indica que a sibutramina eleva o risco cardiovascular

Eles têm diversos nomes e não é difícil encontrar nas farmácias diferentes preços dos inibidores de apetite com sibutramina, princípio ativo que aumenta a sensação de saciedade e que é utilizado em tratamentos para emagrecimento. Embora o consumo da substância dependa da avaliação do especialista médico, muitas pessoas acreditam numa matemática aparentemente simples: o uso do medicamento vai cortar a fome para que se chegue ao corpo dos sonhos. O problema não está na droga e sim na falsa idéia criada em torno dela.

Inibidores de apetite são drogas de auxílio no emagrecimento e o seu uso não substitui a necessidade de um controle alimentar adequado. Além disso, o comprimido pode não promover o efeito esperado e, mesmo que ele diminua o apetite, o efeito pode acabar assim que o uso é interrompido. Por isso, os médicos se preocupam cada vez mais com a busca desenfreada por estes recursos para emagrecer.

"Grande parte do sucesso de um tratamento está no comportamento. O primeiro trabalho é entender que não há como obter resultados rápidos e satisfatórios, buscando perder peso a qualquer custo, sem dispender esforço. A fórmula certa é a dieta bem feita combinada à atividade física", diz Alex Leite, endocrinologista do Hospital e Maternidade São Luiz.

Em dezembro do ano passado, um estudo feito com 10 mil pacientes com fatores de risco cardiovasculares, na Europa, mostrou que a sibutramina também aumenta chances de infarto e de derrame. A investigação, realizada em larga escala e conhecida como Scout, revelou que 11,4% dos que tomaram sibutramina sofreram paradas cardíacas ou derrames.

"O uso do remédio não precisa ser banido por causa deste novo resultado do Scout porque a segurança do medicamento foi bem estudada. O importante é observar que a medicação foi usada em um grupo de pessoas que não deveria estar recebendo tal medicação", ressalta Alex Leite.

Como a sibutramina age no organismo

O FDA, órgão norte- americano que regula a comercialização de medicamentos nos EUA, aprovou o uso da sibutramina para o tratamento da obesidade no ano de 1997. O princípio ativo atua diretamente no sistema nervoso central e a ‘falta de fome' ocorre porque a substância inibe em 73% a absorção da serotonina, em 54% da norepinefrina e em 16% da dopamina, neurotransmissores envolvidos no controle do apetite, bem-estar e prazer. "A sibutramina e seus metabólicos promovem uma maior permanência da serotonina e da noradrenalina nas sinapses nervosas e, dessa forma, aumentando a saciedade", esclarece o endocrinologista.

O uso do medicamento depende de uma análise criteriosa do paciente, que inclui o detalhamento da existência de fatores de risco cardiovascular como história de infarto na família e derrame prévios, incluindo a hipertensão arterial.

Outro ponto importante é entender que possivelmente o ideal de beleza que move a busca por um tratamento muitas vezes não é obtido. "O sucesso no emagrecimento depende de características genéticas individuais e dos hábitos que a pessoa manteve a vida inteira. Em casos de sucesso na redução do peso, a retirada da droga deve ser gradativa para promover a manutenção dos resultados obtidos", finaliza o endocrinologista do Hospital e Maternidade São Luiz.

Sobre o Hospital e Maternidade São Luiz

Um dos mais avançados e maiores hospitais do país, o São Luiz é composto por três unidades (Itaim, Morumbi e Anália Franco) e é referência nacional como hospital geral, pronto-atendimento, diagnósticos e maternidade. A rede tem 803 leitos, 14 mil médicos credenciados e 4,5 mil funcionários. Por mês, realiza 4,4 mil internações, 3,4 mil cirurgias, 50 mil pronto-atendimentos e 69 mil exames através de seus centros de diagnósticos, além de 13 mil partos ao ano. A maternidade está entre as principais do país e a UTI Neonatal é referência na América Latina. A rede foi a primeira do Brasil a implementar o conceito de hotelaria hospitalar e possui avançado centro cirúrgico, referência em cirurgias neurológicas, urológicas, cardiovasculares e torácicas. Desde 2001, é o hospital oficial do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1. O Hospital ainda conta com programas de Gestão de Qualidade e três Centros de Estudos, um em cada unidade.


www.saoluiz.com.br

Outras Informações:
CDI - Comunicação Corporativa
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Raquel Saraiva - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Celular Plantão
 
Estilo de Vida Imprimir
Qua, 03 de Março de 2010 02:14

Reprodução Humana x Estilo de Vida

O estilo de vida é cada vez mais reconhecido como um fator determinante nos tratamentos de reprodução assistida, não só no que diz respeito à relação custo-benefício, mas também no que se refere aos riscos relacionados com o bem-estar e o futuro da criança a ser gerada.

Um artigo publicado recentemente pela ESHRE - Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia - na revista Reprodução Humana, analisa o impacto do estilo de vida e aponta como fatores, tais como obesidade, tabagismo e o excesso de consumo de álcool podem afetar o processo reprodutivo dos casais, daqueles que concebem naturalmente e dos que contam com o apoio dos procedimentos de reprodução humana assistida.

O objetivo central dos autores de Lifestyle-related factors and access to medically assisted reproduction foi o de discutir se os tratamentos de fertilidade para casais obesos, tabagistas ou que abusam de álcool devem ser condicionados a mudanças prévias no estilo de vida dos pais. Sobre o assunto, a ESHRE se posicionou da seguinte maneira:

1) Em vista dos riscos para o futuro filho, os médicos não devem levar adiante tratamentos para fertilidade, quando se depararem com mulheres que costumam beber mais do que o usual e que não estão dispostas ou não são capazes de diminuir o consumo de álcool;

2) Os dados disponíveis na literatura médica sugerem que a perda de peso tem um efeito positivo sobre a saúde reprodutiva. Para tratar mulheres com obesidade grave ou mórbida é necessária estabelecer mudanças de estilo de vida, antes da concepção, ou seja, é preciso emagrecer antes de tentar engravidar;

3) O emprego das técnicas de reprodução assistida deve ser condicionado a mudanças no estilo de vida, se houver fortes indícios de que sem as modificações comportamentais haverá o risco de danos graves para a criança, ou, ainda, quando o tratamento tornar-se desproporcional em termos de custo-eficácia ou de riscos obstétricos;

4) Ao decidir fazer um tratamento de reprodução assistida condicionado às modificações de estilo de vida, os médicos responsáveis devem auxiliar seus pacientes a atingir os resultados necessários;

5) Mais dados sobre obesidade, tabagismo e consumo de álcool, bem como sobre outros fatores relacionados ao estilo de vida moderno são necessários para avaliar seus efeitos sobre o sistema reprodutivo. Os especialistas da área devem prosseguir na investigação deste tema.
A ESHRE reconheceu que o tema é muito delicado e envolve o acesso justo e eqüitativo aos tratamentos de reprodução humana. Para os pacientes, a questão é muito complexa, pois abrange aspectos de suas vidas pessoais, profissionais e sociais. Para a equipe médica, estes casos implicam em responsabilidades extras em relação à segurança da mãe e da criança. "Estes são casos onde o respeito à autonomia do paciente precisa estar em sintonia com os interesses da sociedade e com um futuro saudável para o filho a ser gerado", observa o Prof° Dr. Joji Ueno, ginecologista, diretor da Clínica GERA.

Perigos da Obesidade

O peso acima do ideal interfere no ciclo hormonal da mulher e é um fator prejudicial à fertilidade. "Se uma mulher tem gordura corporal em excesso, seu corpo também produz uma maior quantidade de estrógeno e começa a reagir como se estivesse controlando a reprodução, limitando as chances de gravidez", diz Ueno. Isso vale também para os homens. "O excesso de peso altera as taxas de dois hormônios importantes, reduz o nível de testosterona e aumenta o de estradiol, o que compromete a produção de esperma. Além da obesidade afetar o ciclo hormonal masculino, estudos apontam que aqueles que apresentam sobrepeso têm maior índice de fragmentação do DNA do espermatozóide, o que pode gerar falha na fertilização", afirma o médico.Muitas mulheres enfrentam dificuldades para engravidar relacionadas aos problemas desencadeados pela obesidade, como o diabetes e a Síndrome dos Ovários Policísticos. A mulher que apresenta ovários policísticos produz uma quantidade maior de hormônios masculinos, os andrógenos. O principal problema que este desequilíbrio hormonal provoca está relacionado com a ovulação. "A testosterona produzida pela mulher interfere nesse mecanismo e, ao mesmo tempo, aumenta a possibilidade da incidência de cistos, que impedem a ovulação", explica o médico Joji Ueno, que também dirige Instituto de Ensino e Pesquisa em Medicina Reprodutiva de São Paulo. A recomendação geral para uma paciente obesa que deseja engravidar é a de que ela precisa primeiro emagrecer. "Às vezes, somente com a perda de peso, as dificuldades para engravidar podem ser revertidas", explica o Prof° Dr. Joji Ueno.

Perigos do Tabagismo

O tabagismo na mulher reduz globalmente a fertilidade, causando um atraso da primeira gestação. O atraso na concepção reflete-se numa gama de possíveis efeitos adversos, como interferência na gametogênese ou na fertilização, dificuldade de implantação do óvulo concebido ou perda subclínica da gestação, após a implantação. "Diversos estudos apontam que o tabagismo materno afeta mais a fertilidade do casal do que o tabagismo paterno, o que significa que o sistema reprodutivo feminino é mais vulnerável ao cigarro que o sistema masculino", afirma explica o médico.O tabagismo masculino está associado à redução na qualidade do sêmen, incluindo concentração de espermatozóides, motilidade, morfologia e efeito potencial na função espermática, além das alterações nos níveis hormonais. "Costumamos recomendar àqueles indivíduos que apresentam sêmen de qualidade marginal e história de infertilidade, que deixem de fumar para que haja uma melhora da qualidade do sêmen com a interrupção do tabagismo", diz Ueno.

Perigos do Álcool

A bebida pode causar sérios problemas ao feto. "A ingestão de álcool durante a gestação, eventualmente, provoca distúrbios fetais que vão do retardo de desenvolvimento à chamada síndrome alcoólica fetal. Não há nenhum estudo que assegure existir na gravidez uma quantidade segura para a ingestão de álcool pelas mães", alerta o diretor da Clínica GERA.
Ao contrário do que se pensava antes, os efeitos nocivos do álcool não se fazem sentir apenas no primeiro trimestre da gestação, período crucial para o desenvolvimento embrionário. Um estudo norte-americano mostrou que o abuso de bebida durante o segundo trimestre está associado à dificuldade dos filhos para aprender a ler e a escrever. "A complicação mais grave, porém, é a síndrome alcoólica fetal, distúrbio que pode surgir em 50% das gestantes que ingeriram álcool. O diagnóstico é baseado nos seguintes critérios: redução do tamanho do feto (abaixo de 10% do esperado), alterações faciais típicas e distúrbios neurológicos", detalha Joji Ueno.

Contato:
www.clinicagera.com.br
http://medicinareprodutiva.wordpress.com
http://twitter.com/jojiueno
Informações e entrevistas:
Márcia Wirth
MW Consultoria de Comunicação-Saúde
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http://marciawirth.wordpress.com
http://twitter.com/marciawirth
 
Padrões de beleza Imprimir
Qua, 03 de Março de 2010 02:13

Influência dos padrões de beleza pode causar doenças

Atuais padrões estéticos podem aumentar riscos de crianças apresentarem distúrbios alimentares quando chegarem à adolescência

Psiquiatra afirma que desde muito cedo meninas são bombardeadas com culto à magreza.

A 28ª edição da São Paulo Fashion Week mal terminou e já recebeu críticas devido ao excesso de magreza exibido pelas modelos durante o desfile. Encerrado na última sexta-feira (22/01), o principal evento de moda da América Latina teve não só desaprovação por parte dos profissionais de saúde, como da própria organização do evento, que expressou, através de um comunicado, sua preocupação com as meninas muito magras e solicitou que "os atuais padrões estéticos sejam revertidos".

Influenciados pelas imagens de modelos que exibem principalmente pelo e osso, crianças e adolescentes tornam-se obcecados por um porte físico que beira ao esquálido e deixam de se alimentar a fim de manterem-se com baixíssimos níveis de gordura no corpo. Em conseqüência desse pensamento, muitos deixam de comer adequadamente e adotam dietas à base de água e bolacha.

De acordo com a psiquiatra Angélica Claudino, da Comissão Técnica de Transtornos Alimentares da Associação Brasileira de Psiquiatria, estudos mostram que existe um impacto gerado sobre as imagens veiculadas na mídia nas quais a magreza representa símbolo de beleza. Além disso, a especialista aponta os graves prejuízos dessa influência. "Esses padrões favorecem o surgimento de insatisfação com a imagem corporal e causam baixa auto-estima no jovem, gerando um cenário propício para o desenvolvimento de transtornos alimentares", revela a médica.

Doenças como anorexia e bulimia nervosa são exemplos de transtornos alimentares, que podem surgir em decorrência do impacto deste "culto à magreza" e de uma alimentação inadequada, em indivíduos vulneráveis. Quando não diagnosticadas e tratadas corretamente, levam a consequências fatais. "Em casos de desnutrição grave ocasionados por uma anorexia nervosa, pacientes não tratados podem cronificar a doença e há sérios riscos de morte por complicações médicas, como arritmias cardíacas, infecções etc.", alerta Angélica Claudino.

Assessoria de Imprensa ABP
Rodrigo Faria
Vinicius Antunes
 
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