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Uma série de vilões gera o desequilíbrio da saúde, acelera o processo de envelhecimento e altera a qualidade de vida das pessoas.
Muitas pessoas não aparentam a idade que têm. Outras, no entanto, parecem ter mais idade do que realmente têm. Para entender este processo, é preciso entender a diferença entre idade cronológica e idade biológica. A primeira refere-se ao tempo desde o nascimento de uma pessoa até a idade em que se encontra, enquanto a idade biológica - aquela que regula o funcionamento fisiológico do nosso corpo e mente - é a mais importante a ser considerada no processo de envelhecimento.
Para se medir tais índices, são utilizados marcadores biológicos em exames laboratoriais:
níveis de açúcar, dosagem de hormônios, gorduras saturadas, imunidade, hábitos alimentares, físicos e emocionais do paciente. “Com isso, podemos avaliar o melhor esquema para a prevenção e/ou tratamento de doenças”, acentua a médica Maria Eliane Menon Forneck, que atua com homeopatia e medicina anti-aging.
A médica explica que cada indivíduo é um todo físico, emocional, psíquico e moral e estas diferentes partes estão intrinsecamente relacionadas no mesmo contexto entre si, com o meio ambiente e com os outros indivíduos. Existem grandes vilões que geram o desequilíbrio da saúde, aceleram o processo de envelhecimento e alteram a qualidade de vida. Entre os principais estão o estresse, radicais livres, estilo de vida e, com destaque, os xenoestrógenos, que são substâncias químicas tóxicas produzidas pelo homem, por fábricas e pela industrialização de alimentos. É o contexto em que vivemos, ou seja, em um ambiente, em uma sociedade e em um mundo que contamina o ar, as águas, as plantas, os alimentos e os animais com diversas substâncias - xenoestrógenos que se degradam lentamente e passam a integrar os tecidos vivos e contaminam todo o ecossistema.
Grandes volumes de xenoestrógenos se concentram na cadeia alimentar, onde estão os seres que se alimentam de animais, como nós, seres humanos. Outros elementos estão nos cereais e vegetais, como agrotóxicos, pesticidas e adubos não-orgânicos, e boa parte deles são impregnados na sua embalagem ou preparação com polímeros e alumínio. Essas substâncias confundem os receptores das células no organismo, interferindo nas novas mensagens bioquímicas naturais, alterando a forma como os hormônios são elaborados e metabolizados e, também, a forma como atuam no corpo, comprometendo nossa saúde. As conseqüências desta superexposição devem aparecer especialmente sobre as futuras gerações, uma vez que essas substâncias geram alterações no sistema imunológico, desenvolvendo diversas doenças, além de causarem desordens neurológicas. E, por não serem metabolizados ou excretados, invadem o núcleo celular e danificam nosso DNA. Buscando o equilíbrio Dra. Menon Forneck explica que os métodos terapêuticos mais usados para o tratamento de doenças são o alopático (medicina convencional) e o homeopático (por meio de substâncias extraídas da natureza).
A especialista destaca que a homeopatia não trata as doenças especificamente, mas sim a pessoa doente, com as transformações que ela sente e com os sintomas que normalmente aparecem antes da doença se instalar. Segundo a médica, a especialidade - que busca o equilíbrio físico e emocional das pessoas, evitando doenças psicossomáticas e outros distúrbios hormonais, psicológicos e emocionais é um dos métodos terapêuticos que utiliza a natureza como fonte de saúde.
Necessidades individuais
O tratamento natural, com homeopatia, anti-aging, minerais e fitoterápicos auxilia no combate e prevenção de várias doenças desencadeadas sob a influência dessas substâncias tóxicas, como as cardiovasculares, pneumológicas, ginecológicas e hormonais. Associado também a outras terapias naturais, consegue retardar o envelhecimento celular, melhorando a elasticidade da pele e o tônus muscular, aumentando a disposição e a vitalidade - essenciais para a saúde do corpo e da mente. Por isso, a homeopatia e a medicina anti-aging prevêem orientações do médico, fazendo com que os pacientes tenham cuidados diários para preservar a sua saúde e dos seus filhos, não utilizando, por exemplo, panelas de alumínio, pois, com o tempo, resíduos ocultos nestes recipientes penetram em nosso organismo.
 Desânimo, depressão, insônia, falta de apetite, oscilação de humor, síndrome do pânico e ganho de peso eram os sintomas da empresária Maria de Fátima Cardoso, de 53 anos. Embora fosse uma pessoa alegre e otimista por natureza, a paciente repentinamente mudou de comportamento ao entrar no período da menopausa. “De uma hora para outra, passei a sentir uma dor que me consumia por dentro, fazendo com que eu não tivesse mais ânimo para nada, como se tivesse perdido a vontade de viver”, conta.
Com o apoio da família, a paciente resolveu buscar uma nova tentativa para a solução de todos estes transtornos que a atormentavam. “Encontrei na homeopatia e no tratamento anti-aging a solução para os meus problemas, tanto físicos quanto psicológicos, pois tive a oportunidade de ser ouvida por mais de uma hora na primeira consulta, além de fazer uma série de exames e ser tratada conforme minhas necessidades individuais”, relata a empresária. Ela já tinha iniciado uma terapia de reposição hormonal, mas continuava a apresentar os mesmos sintomas. “Em apenas um mês utilizando o tratamento natural, já me senti melhor, os sintomas desapareceram e hoje me sinto como sempre fui”, comemora. A prescrição de fitoterápicos, minerais e outros nutrientes ajudou a compensar as deficiências hormonais da empresária.
Ela também foi orientada a adotar uma alimentação balanceada e hábitos mais saudáveis, com o objetivo de combater os radicais livres que aceleram o envelhecimento. “Sorrir é a porta de entrada do coração e este tratamento possibilitou que eu resgatasse a minha auto-estima, fazendo com que eu passasse a me preocupar também com a aparência, pois a saúde interior reflete na beleza externa, tornando a pele mais bonita e radiante”, acentua.
 A empresária Regina Schnaibel de Carvalho, de 50 anos, não esperou os sintomas da menopausa ou a manifestação de doenças para procurar um tratamento preventivo de saúde. Depois de realizar uma bateria de exames, a paciente passou a compensar suas carências nutricionais através de um planejamento por etapas, conforme suas necessidades individuais: pele, ossos, memória e assim por diante. “Meus exames revelaram deficiência de alguns minerais, alguns metais em excesso que preciso eliminar, além de uma osteopenia (que antecede a osteoporose) que preciso controlar”, revela.
Em seis meses de tratamento, a empresária já sente a pele revigorada, melhora da memória e mais disposição. “Estou aumentando a minha qualidade de vida, estou mais calma e mais bem humorada”, afirma a paciente, que foi orientada para ter uma alimentação balanceada, atividade física e cuidados para evitar a ação dos xenoestrógenos através da alimentação. “Como muito fora e agora preciso ficar mais atenta quanto à procedência dos alimentos e seu preparo”, conta Regina que, estimulada, agora está também investindo em sua beleza. “O interessante é poder tratar tudo o que nos incomoda, para combater os efeitos do envelhecimento e evitar doenças”, acrescenta.
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