Revista Corpore
Dom, 01 de Agosto de 2010
Quando o suor é o problema Imprimir
Seg, 17 de Novembro de 2008 07:13
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Pessoas com hiperidrose podem solucionar o distúrbio, melhorando sua qualidade de vida por meio da cirurgia torácica.

Por Lucia Costa

Constrangimento na hora de dar as mãos, dificuldade para escrever e digitar, vergonha de usar camisetas com mangas e desconforto para colocar sandálias nos pés são transtornos enfrentados diariamente por pessoas que transpiram em excesso. Isto ocorre devido à hiperatividade das glândulas sudoríparas, distúrbio que atinge aproximadamente 2% da população e que recebe o nome de hiperidrose.

“O suor pode ser considerado excessivo quando passa a ser desconfortável para a pessoa”, explica Dr. Paulo Boscardim, especialista em cirurgia torácica. As regiões mais afetadas são as mãos, axilas, região crânio-facial e pés. “É comum o suor excessivo ocorrer em dois lugares simultaneamente, como nas mãos e axilas”, acrescenta o médico.

Embora não seja considerada uma doença grave, a hiperidrose causa transtornos emocionais, pois dificulta as relações sociais, podendo levar ao isolamento e a uma forte queda na -método mais eficiente nto desse distúrbio é a ravés de vídeo, utilizada para eliminar o suor das mãos, axilas e região crânio-facial: a simpatectomia torácia.

O procedimento é rápido, seguro, com mínimos efeitos colaterais e desde que bem indicado e realizado por cirurgiões familiarizados com a técnica, oferece resultados satisfatórios. "É muito importante que o paciente converse com o profissional e com pessoas que já realizaram a cirurgia para tirar todas as dúvidas”, aconselha Dr. Boscardim.

O especialista explica que o tratamento cirúrgico é indicado para os pacientes com hiperidrose primária, aquela não ocasionada por doença, como obesidade, hipertiroidismo, menopausa e distúrbios psiquiátricos. “Nesses casos, é chamada de secundária e o tratamento da doença básica costuma resolver o problema”, completa.

Compensação

O problema de suor nos pés pode ser resolvido com a cirurgia em 30% dos casos. O efeito colateral mais comum da simpatectomia torácica, apesar de raro, é a hiperidrose reflexa (compensatória), quando a pessoa passa a suar em outras partes do corpo, como abdome e costas. Mesmo assim, a maioria das pessoas que apresentou o sintoma garante que valeu a pena ter se submetido à cirurgia.

“A tendência é que com o passar do tempo esses sintomas desapareçam. Além disso, com as inovações na técnica e indicações mais restritas, a incidência vem reduzindo consideravelmente”, afirma o médico. A procura pela cirurgia vem aumentando ano a ano. Somente sua equipe já realizou mais de 1.200 operações.

“Pode-se observar que aproximadamente 60% dos que nos procuram são adolescentes, uma fase em que a auto-estima é muito importante”, ressalta Dr. Boscardim.


Serviço
A maioria dos planos de saúde cobre os custos do procedimento cirúrgico. Pessoas que não dispõem dessa condição podem procurar o Ambulatório de Cirurgia Torácica e Cardiovascular no Hospital de Clínicas, onde a doença será tratada sem custo algum.


Entendendo a técnica

O procedimento é relativamente simples, realizado através de vídeo. As imagens são ampliadas para facilitar a cirurgia, localizando os níveis corretos de secção do nervo que estimula o suor. O tempo de cirurgia é de aproximadamente 15 minutos para cada lado. Os pacientes ficam internados por pouco tempo e, em alguns casos, são liberados no mesmo dia. Os resultados são imediatos e podem ser observados logo no período pós-operatório.

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