Arquivo do Blog do mês Abril/2014

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Joanne Milne e a emoção ao ouvir pela primeira vez

Implante Coclear, a técnica que possibilitou a britânica a ouvir após 42 anos de surdez realizada também no Paraná

Quem viu, provavelmente se emocionou com o vídeo de Joanne Milne, de 42 anos, uma britânica que ficou famosa na internet, devido a um vídeo em que ela escuta pela primeira vez após a realização de um implante coclear. Sua emoção é contagiante ao ouvir os primeiros sons. No vídeo, ela conta que ouvir a própria voz é “muito estranho”, mas, totalmente incrível.

Em entrevista ao jornal britânico Daily Mail, Joanne disse que ainda está se acostumando aos sons. “Eu ainda estou chocada. Eu tenho que aprender a reconhecer o que são esses sons, porque construí uma biblioteca de sons na minha cabeça. Ouvir as coisas pela primeira vez é muito emocionante, desde o barulho de um interruptor à água corrente”, contou ela.

Ela fez a cirurgia de implante coclear um mês antes da gravação do vídeo e foi sendo ativado em sessões semanais. “Eu sempre fui surda e fazia parte de mim. Infelizmente, quando comecei a ter dificuldades para enxergar, as coisas mudaram dramaticamente e, pela primeira vez na vida, ser surda ficou realmente difícil”, explicou. “Eu estou tão feliz. Nos últimos dois dias ouvi pessoas rindo atrás de mim, fiquei com meus amigos… eles não tiveram que puxar meu braço para chamar minha atenção, o que é um avanço enorme”, disse ela ao Daily Mail.

 

Entenda a cirurgia

O implante coclear, procedimento pelo qual Joanne passou, é a colocação de uma prótese eletrônica, que permite ouvir e se comunicar melhor. Ele é indicado para crianças – a partir de um ano – e adultos com deficiência auditiva sensorial bilateral (dois ouvidos) de grau severo, que não conseguem escutar e entender 40% dos sons, mesmo com o uso de prótese. “O aparelho estimula diretamente as fibras do nervo auditivo e substitui parcialmente as funções da cóclea, transformando os sinais sonoros em sinais elétricos”, explica o Dr. Maurício Buschle, cirurgião otorrinolaringologista e chefe da equipe multidisciplinar de implante coclear do Hospital Iguaçu, que realizou os primeiros implantes cocleares no Paraná, em 2006.

 

#joanne milne – implante coclear

A cirurgia consiste em inserir na parte interna do ouvido um dispositivo eletrônico, composto por um grupo de eletrodos e um aparelho receptor. Por fora, na parte de trás da orelha, fica a parte que processa a fala, com um microfone e bateria. “Cerca de um mês após a cirurgia o aparelho é ligado, pois, este é o tempo de cicatrização do ouvido e integração do aparelho”, explica o especialista.

Cerca de um mês após a cirurgia, quando já há completa cicatrização, fonoaudiólogos fazem o acompanhamento e reabilitação dos pacientes após a cirurgia. Assim como aconteceu no caso de Joanne, é o fonoaudiólogo o responsável pela ativação do equipamento e mapeamento dos eletrodos, além de ajudar o paciente a lidar com os novos sonos e linguagens, ajudando a diferenciar sons naturais, barulhos do dia a dia e fala. Muitas vezes terapias, com psicólogos, também são indicadas para ajudar o paciente a se adaptar a nova realidade.

Serviço: Hospital Iguaçu – www.hospitaliguacu.com.br

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Vacinação contra o HPV e os detalhes sobre a vacina

Saiba mais sobre uma das DSTs mais transmissíveis (e pouco conhecidas) da atualidade e como fazer para se proteger

Já bastante difundida desde o ano passado, e aprovada pela rede pública no último mês, a campanha sobre vacinação do HPV (Papiloma Vírus Humano), que acaba essa semana, visa trazer o combate a uma das DSTs mais transmissíveis (e pouco conhecidas) da atualidade e a principal causa do câncer de colo de útero, vagina e vulva.

De acordo com Jaime Rocha, infectologista do Laboratório Frischmann Aisengart, a maioria das pessoas adquire o HPV nos primeiros três anos em que passa a ter relações sexuais. “Estima-se que mais 70% dos homens e mulheres sexualmente ativos entrem em contato com um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas. No caso das mulheres, 46% entram em contato com o vírus nos dois primeiros anos de vida sexual ativa. Já 60% dos homens entram em contato nos três primeiros anos”, sinaliza.

Por conta disso, o recomendável é vacinar os adolescentes antes mesmo do início da atividade sexual. “Embora seja indicada para a faixa etária que vai dos 9 aos 26 anos, a vacina tem excelente eficácia em pessoas com mais idade”, explica Rocha. Resultados dos estudos clínicos demonstraram eficácia de 99% para câncer de colo de útero, 100% de proteção para lesões de alto grau de vagina e vulva e 99% para lesões genitais externas. Embora não substitua outros métodos de prevenção nem permita o abandono do uso de preservativos, a vacina é mais uma arma contra a doença, já que se trata de um vírus altamente contagioso.

Os homens também são público-alvo para a vacinação, já que também está relacionado às doenças que acometem os homens, como as verrugas genitais, câncer de ânus, câncer de laringe e câncer de pênis. “Portanto, os homens também devem se preocupar com a prevenção”. A vacina indicada para os homens é a quadrivalente, que age contra os tipos 6, 11, 16 e 18.

As vacinas contra o HPV são administradas em três doses. A primeira é dada na data escolhida, a segunda com intervalo de 30 a 60 dias (dependendo da vacina utilizada – bivalente ou quadrivalente) e a terceira com 6 meses de intervalo da primeira dose. Este, segundo o médico, é o prazo recomendável ideal entre as aplicações das doses.

Segundo o médico, o contato sexual é a maneira mais comum de contágio, incluindo o sexo oral e as chamadas “preliminares”. Isso porque somente o simples atrito da mão, boca ou genitais com a mucosa infectada já é suficiente para contaminação pelo vírus. Além da vacinação, por ser uma doença silenciosa, que na maioria das vezes não apresenta sintomas, é muito importante se precaver de todas as formas e consultar regularmente um especialista para realizar exames periodicamente.

 

Como reduzir o risco de contágio pelo HPV genital 

  • Reduzir o número de parceiros sexuais – quanto maior o número de parceiros, maior o risco de contrair e/ou transmitir qualquer DST;
  • O uso do preservativo é imprescindível mas, no caso do HPV, não é suficiente, pois o vírus pode estar alojado também em partes da área genital que estão fora do alcance do preservativo;
  • Se houver suspeita de que o parceiro sexual tenha qualquer DST é altamente recomendável consultar o médico. Até que isto seja feito, também é recomendável abster-se das relações sexuais com este parceiro, até que o tratamento seja realizado, se for o caso;
  • Não compartilhar objetos de uso íntimo com outras pessoas e fazer higiene de objetos de uso comum (como toalha e vaso sanitário);
  • Vacinar-se antes do início da vida sexual. A idade recomendada é dos 9 aos 26 anos.

 

HPV na laringe

Rocha lembra que o HPV também pode infectar a laringe. O médico explica que o HPV pode ser dividido em dois grupos: o de alto risco (principalmente os tipos 16 e 18) e o de baixo risco para neoplasia (principalmente os tipos 6 e 11). A papilomatose laríngea (PL) é uma doença causada pelos vírus de baixo risco que acomete pregas vocais, epiglote e pregas vestibulares, mas pode atingir toda a laringe. “Em casos extremos ocasiona quadros de insuficiência respiratória aguda”, afirma.

Nos casos de infecções na laringe em crianças, Rocha relata que as pesquisas feitas até o momento têm mostrado que a contaminação é vertical, ocorrendo durante o parto. Já em adultos, a indicação é que a transmissão se dá por meio de sexo oral sem preservativo. Segundo o médico, em crianças os sintomas incluem rouquidão, que pode evoluir para falta de ar, chegando a quadros dramáticos de desconforto respiratório. Já em adultos e adolescentes as lesões são menos numerosas, focais e menos recorrentes, porém com maior potencial de malignização.

De acordo com Rocha, o diagnóstico da doença é feito por meio da laringoscopia, exame em que o médico examina de forma direta toda a cavidade oral, epiglote e laringe do paciente. “Mas é sempre bom lembrar que, aos primeiros sinais da doença, é fundamental que se procure um médico para que ele possa indicar o melhor tratamento para cada caso. Somente o médico deverá orientar o paciente em relação aos procedimentos adequados e ao uso de remédios”, reforça.

O especialista revela que, devido ao conhecimento ainda limitado da doença, não existe um consenso sobre a forma de tratamento. “A opção cirúrgica, com remoção das lesões, não oferece resultados sempre eficazes, e as lesões podem voltar em pouco tempo”, diz.

Na transmissão pelo sexo oral, Rocha explica que a forma de prevenção da doença é o uso de preservativos durante o ato sexual. Na transmissão vertical, o ideal é que a mãe faça o tratamento do vírus antes de engravidar, tendo em vista que ainda não existem comprovações de que a cesariana possa evitar a contaminação. Mas o especialista lembra que a prevenção também deve ser feita com a vacina contra o HPV.

 

Serviço: Laboratório Frischmann Aisengart – www.labfa.com.br

Avanços da Medicina

André Marques: De Gordo a Magro com a Cirurgia Bariátrica

Através da cirurgia bariátrica é possível perder peso, recuperar a saúde e a autoestima. Saiba como o apresentador André Marques emagreceu cerca de cinquenta quilos e mudou seu estilo de vida

Quem conheceu o apresentador André Marques de uns anos para cá acha que ele sempre esteve acima do peso. Porém quem o conhece dos tempos de personagem Mocotó em “Malhação” sabe que nem sempre foi assim.

O ator e apresentador iniciou sua carreira na rede Globo aos 14 anos de idade, nesses vinte anos de carreira o público acompanhou seu desenvolvimento profissional e também a mudança em seu corpo. André era um adolescente magro, a alimentação desregrada, e o sedentarismo o tornara um adulto obeso.  Durante os quase quatorze anos em que apresentou o programa vídeo show André Marques chegou a 160 quilos.

Assim como muitas pessoas que sofrem com a obesidade, André Marques afirma ter tentado emagrecer diversas vezes através de dietas da moda, tratamento, academia, remédios, mas sem obter sucesso duradouro. “Eu tinha tentado todos os métodos possíveis e imaginários. Ortomolecular, dieta da lua, copo dágua embaixo da pia. Remédio, tomei todos que se possa imaginar”, completa André.

 

#André Marques na época do personagem Mocotó em Malhação

O excesso de peso trouxe consequências a sua vida social e a saúde. O apresentador afirma ter passado por situações constrangedoras como ficar entalado em um carrinho de montanha russa de um famoso parque e não conseguir amarrar o próprio calçado. Estética à parte, havia um problema ainda maior com a saúde. Diabético e com o agravante de fumar cerca de quatro carteiras de cigarros diariamente seu médico deu o ultimato de que com esses hábitos seu fígado não suportaria até os 40 anos, além de já sofrer com pressão alta.

De acordo com o cirurgião do aparelho digestivo Dr. Paulo Nassif, esse tipo de quadro já é considerado como Síndrome Metabólica, já que ela se desenvolve  quando a gordura se acumula no abdome e produz substâncias que dificultam a ação da insulina (hormônio produzido pelo pâncreas que controla a taxa de açúcar no sangue). Isso favorece o aumento de peso, hipertensão arterial, diabetes, aumento de triglicérides e diminuição do HDL (bom colesterol). Além de elevar em cerca de duas vezes o risco de mortalidade e em três vezes o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como o infarto e o acidente vascular cerebral (AVC).

As mudanças de hábitos alimentares e a prática de atividades físicas são eficazes no combate a obesidade, no entanto, em se tratando de obesos mórbidos, ou seja, pessoas que precisam perder uma grande quantidade de peso, poucos pacientes conseguem emagrecer o necessário para o controle da Síndrome Metabólica. Por isso, a cirurgia bariátrica tem se mostrado bastante eficaz. Segundo Dr. Paulo Nassif, muitos pacientes que realizam a cirurgia bariátrica diminuem bastante a dose necessária de medicamentos pra o controle da glicemia, hipertensão e dislipidemia, e alguns chegam até a normalizar esses valores sem a necessidade de tratamento medicamentoso.

Com André Marques não foi diferente. Convencido de que seria a única alternativa para sua saúde e consciente dos riscos optou pela cirurgia bariátrica. A correta indicação é o primeiro passo para o sucesso do procedimento e baseia-se na proporção entre o peso e a altura, o Índice de Massa Corpórea (IMC). A fórmula pra calculá-lo é: peso (KG) dividido por altura ao quadrado. São candidatos a cirurgia pacientes com IMC superior a 40, ou acima de 35. Porém esse é só o começo. Doutor Paulo Nassif alerta que “é preciso que o paciente seja avaliado por toda uma equipe multidisciplinar; endocrinologista, cardiologista, pneumologista, nutricionista, psicólogo e fisioterapeuta”.

 

#Com cerca de 160 kg, André já sofria problemas de saúde graves por causa da obesidade

Esses profissionais que definem se a cirurgia é o melhor tratamento a seguir. O maior objetivo do tratamento cirúrgico da obesidade é a melhoria geral da saúde do paciente, tanto em condições físicas, emocionais como sociais, permitindo que ele tenha uma vida normal, sem as limitações que muitas vezes a obesidade lhe traz. Com a perda de peso e o acompanhamento da equipe multidisciplinar, geralmente o operado tem uma grande melhora em todos esses aspectos, afirma  Dr. Paulo Nassif.

No Brasil são aprovados três tipos de cirurgia gástrica e metabólica:

  • Restritivos: diminuem a quantidade de alimento que o estômago é capaz de comportar.
  • Disabsortivos: reduzem a capacidade de absorção do intestino.
  • Técnicas mistas: com pequeno grau de restrição e desvio curto do intestino com discreta má absorção dos alimentos.

No caso do apresentador o método mais eficaz foi a gastroplastia, onde o estômago é separado do tubo digestivo, e um pedaço do intestino é conectado no lugar. A perda de peso ocorre porque a pessoa não consegue ingerir uma quantidade grande de alimentos.

Mas atenção!  Salgadinhos, frituras, gorduras e sedentarismo podem fazer com que haja uma reengorda. De acordo com o médico a maior garantia de que o operado eliminará todo o peso necessário e manterá seu peso estabilizado após essa perda é a disciplina em adquirir bons hábitos de vida, como alimentação equilibrada, atividades físicas e monitoramento das condições de saúde através da realização de exames e consultas médicas.

 

#Com novos hábitos André pretende manter sua nova forma e restabelecer sua saúde

Três meses e meio depois da cirurgia André Marques mostrou ao Brasil em entrevista ao “Fantástico” e ao programa “Mais Você” sua transformação.  André afirma ter emagrecido mais de 50 quilos, hoje está com 107 quilos. Feliz com o resultado diz querer chegar aos 90 a 95 quilos. O apresentador afirma que é necessário fazer com que a mente emagreça, segundo ele tinha a mente “gorda”, queria chegar a 85k pra voltar a 95k comendo besteiras. Mas agora com o lado psicológico adaptado ao novo peso diz ter como objetivo atingir esse peso, mas com saúde.

Outra mudança importante foi em sua cozinha, onde é possível agora encontrar alimentos como arroz integral e grãos. “Antes minha dispensa tinha leite condensado, biscoitos e macarrão, estou comendo melhor, com mais qualidade, eu era diabético e agora não sou mais”, conta empolgado. André alerta quem está passando pelas mesmas dificuldades que ele passou. “Acho que não pode ter vergonha de pedir ajuda, ninguém é gordo porque quer, quem tem que se ajudar é você. Eu preciso de ajuda, eu sou doente, cheguei a essa conclusão”, afirma.

O apresentador está feliz com todas as mudanças. Com estreia programada para o inicio de abril André volta à televisão no comando do reality musical “Super Star” ao lado de Fernanda Lima.

Serviço: Instituto Paulo Nassif

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