Arquivo do Blog do mês Outubro/2013

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Nick Vujicic: Vida sem Membros

A incrível história de amor pela vida do australiano que sem pernas e nem braços contrariou todas as probabilidades e além de se superar já visitou a mais de 59 países levando palavras de superação e fé para ajudar outras pessoas a não desistir

Nick Vujicic, pode ser que não seja inicialmente um nome familiar, mas a história desse australiano, nascido em 1982 em Melbourne, Austrália, sucesso em todo o mundo e fenômeno na internet, impacta sem nem mesmo ele dizer uma palavra.

Recentemente, em sua primeira e breve passagem pelo Brasil, com sua incrível ousadia, alegria e força de vida, fazem parecer que ele não tem problemas. E tem.  Mas ao invés de desistir da vida, Nick fez diferente.

Filho de imigrantes sérvios e o primogênito em uma família de três irmãos, Nicholas James Vujicic nasceu com uma anomalia congênita grave, chamada tetra-amelia, que resulta na má formação e ausência de pernas e braços, geralmente fatal ainda no útero ou nos primeiros dias de vida.

Mas Nick, uma criança saudável, e em perfeita saúde mental , cresceu aprendendo a lidar com suas limitações, mostrando coragem e determinação. Sem os braços e as pernas, apenas com dois pés pequenos, e um deles com dois dedos desenvolvidos, aprendeu a se locomover, cuidar de seus hábitos pessoais, como pentear os cabelos, escovar os dentes e até a utilizar o computador e se divertir jogando bola.

#nick vujicic ainda criança na escola e no skate

Porém, nem sempre foi assim. Suas limitações e diferença em relação aos colegas desde os primeiros anos de vida já o fizeram desanimar e se revoltar, fazendo-o questionar-se porque aquilo tinha acontecido logo com ele, a ponto de aos oito anos de idade tentar dar um fim à sua própria vida em uma banheira.

Arrependido, passou a buscar o real sentido da vida e descobriu que não seriam os braços e as pernas que o fariam feliz, e através da fé, descobriu que tinha uma missão.  Algo que só aconteceu quando sua mãe lhe mostrou um artigo de jornal que falava sobre um homem que lidava com uma grave deficiência, e então descobriu que não era o único a ter que aprender a lidar com grandes problemas, e que não poderia desistir.

Aos 17 anos de idade, percebendo que sua história inspirava outras pessoas, montou oficialmente uma ONG chamada “Life Without Limbs” (Vida sem membros) e a partir daí começou a ministrar palestras motivacionais voltadas a estimular as pessoas a superarem suas dificuldades com coragem e fé, além de ter escrito vários livros, ser capa de revistas, participar de inúmeros programas, entrevistas e até de um filme.

Mas não são suas palavras apenas que motivam. Ao conhecer sua história percebemos que suas palavras apenas refletem a alegria, força, fé e coragem que Nick esbanja em seu dia a dia.

Apesar de sua aparente limitação, Nick surpreende e mostra que não tem limites e não se deixa intimidar fazendo coisas que nem mesmo quem não tem deficiência alguma faria. Suas imagens andando de skate, surfando, mergulhando, pulando de paraquedas e até simplesmente se locomovendo livremente impactam por sua ousadia e alegria de viver.

#nick vujicic saltando de paraquedas, surfando entre outras coisas

Mas sua história não para por ai. Uma de suas principais preocupações era se um dia teria um emprego, se conseguiria se casar e constituir uma família e como iria lidar com a vida quando adulto. Mas ele conseguiu muito mais. Hoje, aos 30 anos, formado em duas faculdades, já passou por mais de 59 países levando sua história. É casado e recentemente pai de um menino de oito meses.  E diz, “eu entendi que não preciso de um milagre para ser feliz. Sou um homem completo, mesmo sem braços e pernas”, revela Nick.

#nick vujicic com sua esposa e filho

Muitos de nós precisamos ver e conhecer estes exemplos de superação, que vão além da compreensão humana, para só assim nos sensibilizarmos e descobrimos que nossos problemas e lutas são tão pequenos e que milagres acontecem todos os dias, mesmo que simplesmente os deixamos de enxergar.

Essa e tantas outras histórias de superação que já foram publicadas na Revista Corpore, e olhe que são quase 2000 nestes primeiros 10 anos. São elas que nos inspiram a compartilhar ainda mais. Relatos de pessoas comuns que, assim como todos nós, tem suas lutas e vitórias sejam na saúde, no bem-estar ou na mudança de postura com a vida. Afinal a maior vitória é vencer a nós mesmos, o nosso eu, esse é o primeiro passo de toda e qualquer superação.

Foi assim também com Nick, e tem sido com a maioria de todos nós. Ficamos questionando até a Deus sobre o porquê de termos tanto sofrimento, principalmente quando nos comparamos com os outros. A resposta está sempre diante de nós, basta olhar para o lado e ver que não estamos sós.  Mas Nick foi além, não se conformou só em enfrentar as suas lutas, ele passou a nos ajudar a enfrentá-las pela sua incrível força de viver.

Mande sua história, tenha esta iniciativa, e ajude também outras pessoas a se superar não importando o tamanho de sua vitória.

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Alimentos orgânicos, o que esperar deles no futuro?

Os alimentos orgânicos já foram a única forma da alimentação no passado e atualmente figuram como a solução para o futuro. Seriam os Organic Junk Food a única saída?

Talvez a expressão fique mais familiar com a seguinte pergunta: Vai um lanche orgânico rápido aí? Pois é, na última década, com os avanços na produção e comercialização, os alimentos orgânicos deixaram de vez de ser exclusividade das feiras e ganharam as prateleiras dos supermercados. Mas, será que em forma de lanche rápido eles continuam sendo saudáveis?

A pesquisadora científica da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Sônia C. Stertz, doutora em Tecnologia de Alimentos, acredita que os chamados Organic Junk Food são uma contradição. “O alimento orgânico deve ser saudável, ter elevado valor nutricional e ser isento de contaminantes intencionais. Senão não poderá, ou pelo menos não deveria ser considerado orgânico pela legislação vigente”, explica.

Ela ainda acrescenta que seria um equívoco considerar esse tipo de produto como uma tendência. “A agroindústria tem condições de processar alimentos de forma saudável. Tecnologia para isto existe. Tem que haver coerência e ética por parte dos empresários, do governo e principalmente dos consumidores conscientes.”

O professor de pós-graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento da UFPR, Paulo Nierdele, diz que, até agora, a expressão do que se convencionou chamarOrganic Junk Food não é tão grande no Brasil se comparado a outros países. O termo lembra outro, cunhado também nos Estados Unidos, o fast-food. Um tipo de alimentação que tem como característica principal a produção de lanches com acompanhamento de batatas fritas e empanados, cardápio muito apreciado pelos brasileiros.

 

#batata frita orgânica, assim como salchichas, empanados e massas

Nierdele explica que a entrada da indústria no mercado de orgânicos ainda é um fenômeno em curso no Brasil, e que é “no mínimo prudente ter um certo cuidado para que não haja exageros e, como consequência, uma descaracterização do produto orgânico”. Até porque, segundo ele, o ritmo de expansão desse mercado, que é em media três vezes maior do que o setor de alimentos de modo geral, depende do apelo para a venda do orgânico, que é o da promoção da saúde e a preservação ambiental.Como exemplo de Organic Junk Food, no Brasil, podemos citar batatas fritas, salsichas, empanados e massas.

A rota dos alimentos orgânicos

Para discutir os rumos da produção orgânica a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) realizou em setembro o Simpósio da Rota Agroalimentar: Industrialização de Alimentos Orgânicos. O evento reuniu empresários, profissionais, especialistas que atuam na área de alimentos orgânicos e estudantes de cursos técnicos da área de alimentos. A ideia, segundo Rommel Barion, vice-presidente da Fiep é  alavancar a cadeia produtiva e estimular a industrialização de produtos orgânicos, através da disseminação da informação.

Vale esclarecer que o evento é fruto de um projeto maior da Federação chamado de “Articulação das Rotas Estratégicas para o Futuro da Indústria Paranaense”. O projeto surgiu em 2009, após a organização constatar, por meio de pesquisa, que o baixo nível de interação entre representantes do setor produtivo e das universidades/centros de pesquisa paranaenses ainda é um grande empecilho no pleno desenvolvimento da indústria paranaense.

Durante o encontro, produtores e especialistas em alimentos orgânicos foram unânimes no entendimento de que o setor, apesar de todo o avanço conquistado nas últimas três décadas, ainda precisa de uma maior organização, de melhorias na regulamentação e também um contato maior entre produtores e consumidores. Isso fortaleceria o mercado, pois, aumentaria a produtividade da agroindústria, alavancaria ainda mais a venda dos orgânicos dentro e fora do Brasil, e também cooperaria para a redução dos preços desses alimentos.

Apesar dos orgânicos in natura, hoje, terem um custo bastante próximo ou até mesmo igual ao dos alimentos convencionais, os industrializados ainda estão muito distantes da mesa dos brasileiros com menor poder aquisitivo.

 

#Rommel Barion, vice-presidente da Fiep no Simpósio da Rota Agroalimentar: Industrialização de Alimentos Orgânicos

 

O que é um alimento orgânico?

De acordo com a legislação brasileira, para ser considerado orgânico, o alimento precisa ser produzido segundo os princípios agroecológicos, que contemplam o uso responsável do solo, da água, do ar e dos demais recursos naturais, respeitando as relações sociais e culturais. Ou seja, não é permitido o uso de substâncias que coloquem em risco a saúde humana e o meio ambiente. Por isso, nesse tipo de cultivo é proibida a utilização de fertilizantes sintéticos solúveis, agrotóxicos e transgênicos. O produto orgânico pode ser de origem vegetal e animal, neste último caso é proibido, por exemplo, o uso de hormônios de crescimento.

 

#plantação de alfaces orgânicas

Como saber se o alimento é orgânico ou não?

Principalmente na hora em que se busca um alimento orgânico no supermercado vem a dúvida: será que esse é orgânico mesmo? Ou é convencional? Ou, quem sabe, hidropônico?

Para facilitar a vida do consumidor na hora da compra, muitos supermercados procuram diferenciar as prateleiras de orgânicos. É o caso da Rede Angeloni. Segundo Luiz de Souza, analista de Negócios do Grupo, em Curitiba, na seção de Folhas, Verduras e Legumes, além dos produtos serem identificados na embalagem (o que é obrigatório), há uma informação visual de orgânicos no espaço, e uma divisória no balcão refrigerado. Ele acrescenta que, a pedido do próprio cliente, o mercado também oferece saladas lavadas e legumes descascados, prontos para consumo. “Eles facilitam o preparo e já vêm em porções certas.”

Atenção: Nunca compre um produto orgânico se ele não tiver o selo de certificação em sua embalagem. O selo de qualidade é a garantia de que o produto tem boa procedência.

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